A Sales
"Os Mundos gritam, eu escrevo, e no som das palavras, minha alma se encontra"
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Textos

"E... Eles chegaram com suas 

sabedorias tiradas

de teias de aranhas

que se desfaz ao toque

ou ao pingo da água..."

Corvo do Silêncio

 

Bolsonaro - A Voz e a Sombra do Capitão

 

 

Nasceu lá no interior,

Entre o mato e o calor forte,

Filho de gente simples,

Aprendeu com pouco aporte,

Que a farda e a disciplina

Podem ser rumo e suporte.

 

Seguiu carreira no Exército,

Mas de lá não foi eterno,

Fez discursos atrevidos,

Com tom firme e meio interno,

Planejou botar as bombas,

Virou caso pro caderno.

 

Saiu fardado e valente,

Com fama de rebelde,

Falou contra os generais,

Sem temer o que se perde,

Disse: “O soldado é o povo,

E o sistema nos impede.”

 

Na política foi entrando,

Com discurso e devoção,

Defendendo o regime antigo,

E a velha ditadura em ação,

Dizia “era melhor antes,

Com ordem e punição.”

 

Ganhou voto e notoriedade,

Com palavras provocantes,

Atacava sem recato,

Deputado e governante,

E foi subindo degrau,

Com um povo confiante.

 

Em dois mil e dezoito veio,

O momento decisivo,

Atentado e hospital,

Fez o povo mais cativo,

E nas urnas o capitão

Saiu líder, combativo.

 

Prometeu um novo tempo,

“Sem corrupção, sem ladrão”,

E jurou amor ao povo,

Com a Bíblia e o estandarte na mão,

Mas cercou-se de velhos erros,

Que voltaram do porão.

 

Tomou posse, empunhou fala,

Com olhar de salvação,

“Deus acima de todos,

E o Brasil em missão”,

Mas no fundo o que reinava

Era guerra e divisão.

 

Veio o vírus traiçoeiro,

E a nação ficou parada,

Enquanto o povo chorava,

A doença espalhada,

Ele disse: “Não sou coveiro”,

Com a voz desdenhada.

 

Falou “E daí? Lamento,

Mas todos vão morrer”,

E negou a vacina pronta,

Preferindo ironizar o sofrer,

Enquanto faltava oxigênio,

Em Manaus a se perder.

 

Riu das máscaras e ciências,

Chamou cloroquina solução,

Fez da dor espetáculo,

E da dúvida, religião,

Enquanto o povo implorava

Por um pouco de compaixão.

 

Disse a uma repórter firme,

Com risinho descuidado:

“Você queria o quê? Namoro?”

Um tom velho e ultrapassado,

E o Brasil viu que o deboche

Virou ato declarado.

 

Falava contra as vacinas,

Chamando tudo de invenção,

Mas quando veio o tempo certo,

Tomou sem notificação,

Deixando o povo sem prova,

E a imprensa na contradição.

 

Os seus filhos viraram tema,

De manchete e investigação,

Um com cheques e milícia,

Outro em articulação,

E o pai, no meio de tudo,

Chamou a tudo “perseguição.”

 

A primeira-dama Michele,

Surgia em devoção,

De mãos postas e orações,

Nos cultos e na televisão,

Mas no cofre do casal

Havia joia em confusão.

 

Joias vindas de viagem,

Com valor e tentação,

Da Arábia e dos sheiks,

Sem a devida declaração,

E o povo perguntava:

“É presente ou corrupção?”

 

Disse ele: “São da Michelle,

Coisa de mulher, presente,

Não sabia do assunto,

Isso é história de gente,”

Mas o ouro e o relógio

Brilharam indecentes.

 

Sobre os gastos no cartão,

O silêncio foi total,

Quando veio a revelação,

Do valor colossal,

Em coxinhas e hotéis,

Com dinheiro nacional.

 

Após a derrota nas urnas,

Fez silêncio e confusão,

Ficou mudo e se escondeu,

No palácio e no portão,

Sem entregar a faixa,

Deixou a transição.

 

Pegou voo pro estrangeiro,

Com saudade e discreção,

Enquanto o povo esperava

Por um gesto, uma missão,

Disse “preciso descansar”,

Lá na Flórida, em exílio e tensão.

 

Lá ficaram seus aliados,

Em discurso inflamado,

Gritando contra urna,

E chamando o voto de errado,

E ele apenas dizia:

“O povo está revoltado.”

 

Em janeiro, o dia triste,

De Brasília em explosão,

Invadiram o Congresso,

Com bandeira e oração,

E o mundo inteiro viu

A ferida da nação.

 

Disse: “Não fui eu que mandei”,

Lavou as mãos do pecado,

Mas mensagens revelaram

O contato aproximado,

Com quem pedia quartel

E golpe camuflado.

 

Falou de Sérgio Moro, um dia,

“Foi traidor e vaidoso,”

Disse o ex-juiz ingrato,

E o aliado duvidoso,

Mas a farsa já se via

No espelho luminoso.

 

Quando veio a investigação,

Do golpe e da conspiração,

Surgiram pendrives guardados,

E documentos na mão,

Que falavam em decretos

E possível intervenção.

 

O exército se afastava,

De sua voz e direção,

E o capitão se via só,

Sem tropa nem proteção,

Perdido entre aliados,

Sem comando e coesão.

 

Perguntado sobre o golpe,

Disse: “Eu amo o Brasil,”

Mas desviou o assunto,

Com discurso infantil,

“Sou patriota e cristão,

Meu povo é o meu fuzil.”

 

Nos cultos e nas estradas,

Falava com devoção,

Deus e Pátria misturados,

Com mercado e ambição,

Mas a fé virou bandeira

Pra manter reputação.

 

Sobre o caso do avião,

Que levava cocaína,

Disse: “Foi um militar,

Que agiu na contramão,”

Mas a sombra do episódio

Causou indignação.

 

Quando veio o tribunal,

Com as contas e o valor,

Perdeu o direito ao voto,

E o título de eleitor,

Virou inelegível,

Por conduta e teor.

 

A Michele se afastava,

E os filhos a discursar,

Uns com medo de processo,

Outros a se justificar,

E o povo assistindo tudo,

Sem saber o que pensar.

 

Mesmo assim ele dizia:

“Sou honesto e leal,

Minha história é diferente,

Meu governo foi real,

Não comprei juiz nem toga,

Sou cristão, não imoral.”

 

A imprensa investigava,

Com documento e papel,

E o povo, entre dúvida e fé,

Dividido em paralelo,

Sem saber onde a verdade

Se escondia no quartel.

 

“Quero paz, não quero guerra,”

Disse em fala emocionada,

“Mas me perseguem demais,

Essa gente é orquestrada,”

E chamou a democracia

De “meia democracia armada.”

 

Mesmo sem o poder nas mãos,

Faz discurso e convocação,

“Se o povo me quiser, volto,

Com fé e determinação,”

Mas o TSE responde:

“Não, senhor capitão.”

 

Dos fiéis que o seguem firme,

Alguns vivem oração,

Outros vendem camiseta,

Na esquina e procissão,

Mas todos gritam em coro:

“Queremos intervenção!”

 

Ele diz que não apoia,

Mas acena com o olhar,

Sabe o peso da palavra,

E o poder de instigar,

Entre fé e desordem,

Segue a se justificar.

 

Questionado sobre o ouro,

E o sumiço no caminho,

Disse: “Foram mal-entendidos,

Malas em meu carrinho,”

Mas a alfândega anotava

Cada traço e pergaminho.

 

Hoje vive investigado,

Por pendrive e omissão,

Por tentar, com a palavra,

Virar dono da razão,

Mas o povo já conhece

A força da ilusão.

 

E assim termina o cordel,

Do capitão e da memória,

Que fez sombra e dividiu,

O Brasil em sua história,

Pois nem todo herói é luz,

Nem toda farda é glória.

 

 

"O ser pensante mais inteligente

que nunca existiu em

nossa era... Eu, desconheço.

Mais conheço

muitos que dizem ter

conhecido este ser"

Desconhecido

 

Lula o Filho do Brasil

A Saga do Capitão

O Julgamento do Povo

O Eleitor de Lula

O Eleitor de Bolsonaro

Cordel das Três Vozes e Um Brasil 

O Desafio dos Dois Eleitores

Cordel do Lula Voz do Filho do Sertão

 

 

A Sales
Enviado por A Sales em 16/11/2025
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Comentários

  Um livro poético escrito em sonetos que te leva desde a amizade, passando pela paixão até o amor. Uma viagem nestes sentimentos com uma escrita leve, senssivel e compreenssivel.

Versos Soltos é uma coletânea que criei para explorar a liberdade tanto na forma quanto no conteúdo dos poemas. Aqui, cada verso é uma experiência singular, fluindo de maneira natural e espontânea. Busquei proporcionar ao leitor uma imersão em emoções e pensamentos que emergem sem restrições, permitindo que cada poema seja uma jornada independente, com sua própria essência e significado.

  

Há palavras que nunca foram ditas,
e, mesmo assim, soam dentro de nós.
Este livro é um mergulho no espaço entre as vozes,
nas pausas, nos gestos interrompidos,
e nas emoções que o silêncio guarda.