A Sales
"Os Mundos gritam, eu escrevo, e no som das palavras, minha alma se encontra"
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Textos

"E... Eles chegaram com suas 

sabedorias tiradas

de teias de aranhas

que se desfaz ao toque

ou ao pingo da água..."

Corvo do Silêncio

 

 

Cordel das Três Vozes e um Brasil

 

Num banco da praça velha,

Sob o sol do meio-dia,

Dois compadres discutiam,

Com fervor e valentia,

E chegou dona Maria.

 

“Pera aí, meus camaradas,

Que conversa é essa, hem?

Um defende o capitão,

O outro o Lula também,

Mas o Brasil precisa de quem?”

 

O eleitor de Lula diz:

“Precisa de quem tem amor,

De quem olha pelo pobre,

E conhece a dor,

De quem vive do suor.”

 

O eleitor do capitão fala:

“Precisa é de quem tem pulso,

De quem bota ordem no chão,

E enfrenta o recurso,

Sem dar ouvido a discurso.”

 

Maria ri, serena:

“E quando veio a pandemia?

Quem cuidou com paciência?

Quem deu valentia,

E quem fez zombaria?”

 

O eleitor do capitão diz:

“Ele quis evitar o pavor,

Não foi por maldade,

Foi pra dar ao trabalhador,

Um pouco de vigor.”

 

O eleitor de Lula retruca:

“Mas morreram milhões, irmão,

E o deboche foi dorida,

A falta de compaixão,

Virou ferida na nação.”

 

Maria balança a cabeça,

“E a economia, meus senhores?

Lula fez crescer salário,

Botou comida e flores,

E parou os tremores.”

 

O eleitor do capitão diz:

“Mas ele também gastou,

Deixou dívida e inflação,

E o país quase quebrou,

Antes que Bolsonaro entrou.”

 

Maria fala baixinho:

“Mas o cartão corporativo?

O gasto em pizzaria,

Hotel e gasto festivo,

Foi mesmo produtivo?”

 

O eleitor sorri e responde:

“Todo governo tem despesa,

Mas só o dele vira manchete,

A mídia é portuguesa,

E pinta tudo à francesa.”

 

O eleitor de Lula retruca:

“Mas a joia no avião?

E o pedido de avista?

Teu mito foi patrão,

De confusão e notícia.”

 

Maria ajeita o lenço:

“E quanto à Amazônia, hem?

Queimaram verde e raiz,

E disseram que tudo bem,

Mas o mundo viu também.”

 

O eleitor do capitão insiste:

“Muita mentira plantada,

Era fogo já antigo,

A culpa foi jogada,

Pra manchar a caminhada.”

 

“E os povos da floresta?”

Pergunta Maria outra vez,

“Faltou comida, remédio,

Faltou talvez,

Um pouco mais de sensatez.”

 

O eleitor de Lula completa:

“Ele deixou morrer índio,

De sede e de fome,

E riu quando o povo,

Suplicava por nome,

Na dor que consome.”

 

Maria muda o rumo:

“E a educação, meus filhos?

Lula fez universidade,

Levou o pobre aos trilhos,

Sem precisar de auxílios.”

 

O eleitor do capitão retruca:

“Mas foi ele quem cortou gasto,

Que limpou o ministério,

Fez reforma no mastro,

E deixou o trem mais sério.”

 

Maria observa calma:

“Mas o preço da comida?

Subiu feito pipa ao vento,

A carne sumiu da vida,

E a panela ficou sofrida.”

 

O eleitor responde firme:

“Teu Lula teve sorte,

Com China comprando tudo,

Mas o capitão foi forte,

Mesmo em tempos de morte.”

 

“E a vacina, meu caro?”

Pergunta Maria com dó,

“Ele duvidou no início,

E o povo ficou só,

Esperando no pó.”

 

Ele coça o queixo e fala:

“Foi precaução, mulher,

Ele quis ter certeza,

Pra saber se era fé,

Ou truque de um qualquer.”

 

O eleitor de Lula ri:

“Certeza demais mata,

Enquanto ele duvidava,

A morte andava de pata,

E a esperança se desata.”

 

Maria respira fundo:

“E Lula, quando voltou,

Foi justiça ou manobra,

Que o poder libertou,

E o povo aceitou?”

 

O eleitor de Lula diz:

“Foi justiça, sim senhora,

O juiz era vendido,

E o povo, que chora,

Viu a verdade agora.”

 

O eleitor do capitão rebate:

“Foi arranjo e mutreta,

Pra trazer ele de volta,

E a turma do treta,

Pra reabrir a porta.”

 

Maria sorri no canto:

“Vocês brigam por paixão,

Mas esquecem que o Brasil,

É mais que eleição,

É suor, é chão. É povão.”

 

“E se um plantou feijão,

E o outro colheu café,

Foi o povo que regou,

Com lágrima e fé,

E segue em pé.”

 

O eleitor de Lula diz:

“Eu só quero dignidade,

Ver o pobre respeitado,

Com amor e igualdade,

Sem mais falsidade.”

 

O eleitor do capitão fala:

“Eu quero o povo armado,

Mas livre e soberano,

Sem ladroagem do Estado,

Nem plano tirano.”

 

Maria levanta a voz:

“Mas quem arma o vizinho,

Sem dar pão e estudo,

Prepara o caminho,

Pro medo e o absurdo.”

 

Silêncio tomou conta,

Os dois olharam pro chão,

Pensando no que ela disse,

E sentindo no coração,

A força da razão.

 

“Compadre,” diz o lulista,

“Tu ama esse país, eu sei,

E mesmo pensando torto,

No fundo também crês,

Que o povo é quem tem vez.”

 

“E tu,” disse o bolsonarista,

“Também não tá errado, não,

Quer um Brasil decente,

Sem ladrão nem engano,

E sem divisão.”

 

Maria sorri e diz:

“É isso, meus amores,

O país não é bandeira,

Nem guerra de valores,

Mas terra de trabalhadores.”

 

“Se um fala com raiva,

E o outro com calma,

É o mesmo desejo,

Que mora na alma,

De mudar a palma.”

 

“Deixem de tanto rancor,

E olhem pro futuro,

Porque o Brasil precisa,

De abraço seguro,

E não mais murro.”

 

O eleitor do capitão estende,

A mão ao companheiro,

“Vamos prosear, irmão,

Que ser brasileiro,

É ser verdadeiro e inteiro.”

 

O eleitor de Lula aceita,

O gesto sem contradição,

“Discutimos por amor,

E no fim, a razão,

É o mesmo coração.”

 

E Maria, sorrindo, diz:

“Pois que viva o Brasil,

De Norte a Sul do chão,

Com respeito sutil,

Somos um povo varonil.”

 

"O ser pensante mais inteligente

que nunca existiu em

nossa era... Eu, desconheço.

Mais conheço

muitos que dizem ter

conhecido este ser"

Desconhecido

 

 

Lula o Filho do Brasil

A Saga do Capitão

O Julgamento do Povo

O Eleitor de Lula

O Eleitor de Bolsonaro

 

A Sales
Enviado por A Sales em 08/11/2025
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  Um livro poético escrito em sonetos que te leva desde a amizade, passando pela paixão até o amor. Uma viagem nestes sentimentos com uma escrita leve, senssivel e compreenssivel.

Versos Soltos é uma coletânea que criei para explorar a liberdade tanto na forma quanto no conteúdo dos poemas. Aqui, cada verso é uma experiência singular, fluindo de maneira natural e espontânea. Busquei proporcionar ao leitor uma imersão em emoções e pensamentos que emergem sem restrições, permitindo que cada poema seja uma jornada independente, com sua própria essência e significado.

  

Há palavras que nunca foram ditas,
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Este livro é um mergulho no espaço entre as vozes,
nas pausas, nos gestos interrompidos,
e nas emoções que o silêncio guarda.