"E... Eles chegaram com suas
sabedorias tiradas
de teias de aranhas
que se desfaz ao toque
ou ao pingo da água..."
Corvo do Silêncio

Disse o Eleitor de Lula
Sente aqui, compadre velho,
Pra nós prosear direito,
Sobre o voto que tu deu,
E esse povo satisfeito,
Com quem nunca teve jeito.
Tu dizia, com bravura,
“Meu capitão é de aço!”
Mas o aço enferrujou,
Quando o povo viu o fiasco,
No país virando embaraço.
Disseste: “Ele é sincero,
Fala o que vem da mente.”
Mas palavra sem juízo,
Pode ferir muita gente,
E enganar o inocente.
Falava em “patriotismo”,
Mas comprava sem nota, irmão,
Teve joia e teve relógio,
E o povo, sem feijão,
Contando migalha na mão.
Na pandemia foi brabo,
O povo em agonia,
Faltou ar, faltou respeito,
E ele ria todo dia,
Da dor que o povo sentia.
Lembras dele respondendo,
Com frieza e deboche?
“E daí? Eu sou coveiro?”
Foi ali que o povo achou-se,
Com desgosto e desaloje.
Enquanto o mundo chorava,
E buscava solução,
Aqui se zombava de tudo,
E se empurrou multidão,
Pra beira do precipício, irmão.
Dizia que era cristão,
De Bíblia e oração,
Mas largou os povos da mata,
À própria destruição,
E o verde virou carvão.
Falava em proteger índio,
Mas deixou morrer demais,
Fechou os olhos à floresta,
Pra agradar a quem traz,
O lucro e nada mais.
E quando o fogo subiu,
Na Amazônia, sem piedade,
Ele disse que era intriga,
E que era falsidade,
Mas o mundo viu a verdade.
O Brasil virou chacota,
Na ONU e no jornal,
De Paris até Berlim,
Foi visto como sinal,
De descuido nacional.
Teu capitão viajou pouco,
Só pra falar besteira,
Disse que não ia à COP,
E foi vender brincadeira,
Com mentira inteira.
Enquanto isso, o pobre,
Sem gás e sem café,
Trocava pão por osso,
Pra cozinhar se pudesse,
E agradecer se tivesse.
Mas o cartão corporativo,
Esse, sim, gastou bonito,
Com hotel, com pizzaria,
E até no tal registro,
De férias no infinito.
Lula, o homem que tu odeia,
Fez casa e deu emprego,
Fez o pobre estudar,
Sem precisar ter apego,
Nem bajular no sossego.
Teu capitão prometeu,
Acabar com a corrupção,
Mas o que o povo viu,
Foi rachadinha no balcão,
E joia no avião.
Falava em “família e pátria”,
Mas botou filho na trama,
E o povo foi percebendo,
Que por trás da fama,
Havia chama e drama.
Dizia que o comunismo,
Ia tomar o Brasil,
Mas o que tomou mesmo,
Foi o preço do fuzil,
E a fome no barril.
Enquanto o povo sofria,
Sem leite e sem remédio,
Ele fazia motociata,
E o povo em tédio,
Via o circo e o prédio.
Tu lembras, compadre,
Do fim de seu reinado?
Nem faixa ele quis passar,
Saiu calado, enfezado,
E o povo desconfiado.
Voou pra Miami ligeiro,
Sem prestar explicação,
Enquanto o povo pedia,
Por mais pão e compaixão,
Ele fugiu da nação.
Lula ficou, enfrentou,
Cada pedra e humilhação,
Passou pela injustiça,
Mas voltou com o povão,
De cabeça e coração.
Tu disseste: “Ele é ladrão!”
Mas a lei desfez o erro,
O juiz era parcial,
E jogava o mesmo ferro,
Pra cumprir seu desterro.
E agora o capitão teme,
Com a justiça no encalço,
De tanto joia e mentira,
Que o tempo fez estilhaço,
De poder e embaraço.
Tu dizia: “Meu mito é puro!”
Mas pureza é humildade,
E quem ri de sofrimento,
Não conhece a verdade,
Nem a tal humanidade.
A moça que ouviu gracinha,
Do homem lá no palanque,
Ouviu o “rolou um clima”,
E ficou no desbanca,
De vergonha franca.
Mas a mídia registrou tudo,
Com foto, voz e papel,
E o povo entendeu,
Quem brinca com o cruel,
E quem carrega o anel.
Não é ódio, compadre,
Nem briga de cidadão,
É só olhar o retrato,
E ver com o coração,
Quem serve a multidão.
De um lado, livro e escola,
Do outro, bala e bravata,
De um lado, arroz e mesa,
Do outro, raiva e cascata,
De voz que só maltrata.
E a história vai contando,
Quem serviu e quem mandou,
Quem construiu estrada,
E quem o povo enganou,
Com fala que se apagou.
O povo não é bobo,
Já cansou de promessa,
Quer ver a comida na mesa,
E a verdade sem pressa,
Na política que começa.
Não é de esquerda ou direita,
É de justiça e razão,
Pois quem ama o Brasil,
Não brinca com a nação,
Nem foge da missão.
Tu disseste: “Ele é bruto!”
Mas o bruto é sem compaixão,
E o homem que não ouve,
Nem sente o irmão,
Não merece a multidão.
Lula foi lá e voltou,
Sem medo, sem disfarce,
Já o outro se escondeu,
E agora o tempo enlace,
Mostra o fim da classe.
Deus perdoa o pecado,
Mas não a arrogância,
E o povo já entendeu,
Que a verdadeira elegância,
É cuidar das crianças.
Hoje o Brasil respira,
Mesmo entre tropeço e lida,
Mas há quem queira o caos,
E não aceita a ferida,
De ver perdida a vida.
Compadre, abre o olho,
Vê quem mente e quem planta,
Quem fala e quem trabalha,
Quem do povo se espanta,
E quem o povo encanta.
Porque o voto é arma santa,
Na mão de quem tem saber,
É com ele que o Brasil,
Pode renascer,
Ou voltar a sofrer.
Eu falo sem ironia,
Só com lembrança e chão,
Pois quem viveu esse tempo,
Sabe bem qual mão,
Deu pão ou ilusão.
E assim termino, compadre,
Com respeito e emoção,
Pois o povo é quem decide,
Quem leva a nação,
Pro bem ou pro porão.

"O ser pensante mais inteligente
que nunca existiu em
nossa era... Eu, desconheço.
Mais conheço
muitos que dizem ter
conhecido este ser"
Desconhecido