A Sales
"Os Mundos gritam, eu escrevo, e no som das palavras, minha alma se encontra"
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Textos

 

"E... Eles chegaram com suas 

sabedorias tiradas

de teias de aranhas

que se desfaz ao toque

ou ao pingo da água..."

Corvo do Silêncio

 

Do Sertão ao Planalto

O Julgamento do Povo

 

No terreiro da memória,

Duas vozes vão soar,

Um nasceu no nordeste pobre,

Outro em berço militar,

E o destino quis cruzar.

 

Um vendia amendoim,

O outro farda vestiu,

Um cresceu com calo e sonho,

O outro com mando e fuzil,

Mas o mesmo país seguiu.

 

Lula veio do agreste,

Com a fome no coração,

Bolsonaro do sudeste,

Com patente e ambição,

Ambos filhos da nação.

 

Um falou com o operário,

O outro com o quartel,

Um viu no povo o caminho,

O outro via o coronel,

E a história fez o papel.

 

O nordestino venceu no voto,

Em dois mil e dois, sorrindo,

Prometeu pão e trabalho,

E o povo foi se abrindo,

Com a esperança vindo.

 

O capitão, mais adiante,

Com raiva da corrupção,

Disse “chega de ladrão”,

E na urna, parte do povão,

Deu-lhe a faixa da nação.

 

Mas o tempo é juiz severo,

Que pesa o certo e o errado,

Um subiu com o coração,

Outro, com fuzil ao lado,

E o povo ficou calado.

 

Lula fez o Bolsa Família,

Levou pobre à universidade,

Abriu casa, abriu caminho,

Deu à pobre dignidade,

Fez da fome liberdade.

 

Bolsonaro veio depois,

Com discurso de bravura,

Mas o povo em pandemia,

Viu crescer a amargura,

E morrer sem cobertura.

 

De um lado, vacina e pão,

Do outro, dúvida e desdém,

Enquanto um buscava cura,

O outro dizia: “E daí, meu bem?”

E o vírus matou já matava mais de cem.

 

A imagem do Brasil mudou,

No tempo de cada um,

Um trouxe voz e respeito,

Outro, fala sem jejum,

E o riso virou piada de qualquer um.

 

Mas a história é danada,

Não se cala, nem se vende,

Ela mostra a verdade nua,

Mesmo quando a mentira acende,

E o tempo tudo entende.

 

Um foi preso injustamente,

Segundo a lei e o papel,

Com prova sem consistência,

E juiz no mesmo quartel,

Deu história a este cordel.

 

O outro corre da justiça,

Com joia e confusão,

Com celular e silêncio,

E o medo no coração,

De perder sua missão.

 

Lula foi ver o sol nascer,

Depois de ser condenado,

Mas saiu sem fugir,

De cabeça e passo marcado,

Com o povo ao seu lado.

 

Bolsonaro preferiu o voo,

Pra evitar o seu vexame,

Deixou a faixa e o palácio,

Com o orgulho que o consome,

E o silêncio que o desarme.

 

Um enfrentou a prisão,

Pra provar inocência e fé,

O outro evita o juiz,

E o povo já vê de pé,

Quem é o que foge do que é.

 

O povo observa e fala,

Sem toga e sem caneta,

Pois o voto é tribunal,

E o coração, a sentença secreta,

Do Brasil e sua paleta.

 

Na balança da verdade,

Um caiu e se reergueu,

Outro subiu e despencou,

E o povo compreendeu,

Quem lutou e quem correu.

 

Lula foi ao mundo inteiro,

Falar de paz e união,

Bolsonaro fez fronteiras,

Com desdém e confusão,

E fechou-se na contramão.

 

Enquanto um fez diplomacia,

Com o sul e o norte, em roda,

O outro brigou com todos,

E o respeito virou moda,

De saudade e anedota.

 

No campo e na favela,

O povo sente a diferença,

Um deu crédito e esperança,

Outro trouxe desavença,

E a fome na presença.

 

Mas o cordel não acusa,

Apenas conta e compara,

Porque a história do Brasil,

É bonita e rara,

E precisa ser clara.

 

Lula saiu absolvido,

Por juízes e revisão,

Disseram: “O processo é nulo,

Houve parcialização”,

E o tempo fez correção.

 

Já o outro, investigado,

Por joias e maquineta,

Responde em muitos autos,

Com a sombra discreta,

Da toga que o interpreta.

 

E o povo, sábio e atento,

Julga sem diploma nem lei,

Sabe quem plantou justiça,

E quem só colheu o rei,

Do “eu posso, eu mandei”.

 

A verdade é como vento,

Não se compra, nem se cala,

Passa por cima de muro,

E de quem mente ou se embala,

No poder que logo estala.

 

Um voltou, eleito de novo,

Com lágrima e emoção,

O outro viu seu castelo,

Rachar no chão do sertão,

E a fé perder direção.

 

E o Brasil, cansado e forte,

Olha o retrovisor da estrada,

Vê dois tempos, dois estilos,

Duas vozes misturadas,

Mas só uma pátria amada.

 

Lula fala de união,

E de refazer a ponte,

Bolsonaro de revanche,

E de não olhar de fronte,

Pra dor no mesmo monte.

 

Mas o povo quer comida,

Quer saúde e moradia,

Quer respeito na esquina,

E escola em cada via,

Sem briga ou teimosia.

 

E quando o futuro chegar,

Com a lição já plantada,

Veremos quem semeou paz,

E quem deixou a estrada,

De cinza e de nada.

 

A verdade é um espelho,

Que reflete sem piedade,

E o Brasil há de enxergar,

Na dor e na saudade,

O preço da liberdade.

 

Um enfrentou a cela escura,

Com cabeça erguida e fé,

O outro teme a sentença,

Do povo e do que é,

O que o tempo escreverá de pé.

 

Nos livros que virão,

De história e democracia,

Haverá dois capítulos firmes,

De contraste e poesia,

De luta e teimosia.

 

Um aprendeu na dor,

Que o perdão é poder,

O outro insiste na guerra,

E no não querer ceder,

Nem ao próprio saber.

 

Mas o Brasil é gigante,

E maior que o capitão,

Maior que o operário,

Maior que a contradição,

Que divide o coração.

 

O futuro há de dizer,

Sem medo e sem rancor,

Quem foi sombra, quem foi sol,

Quem errou e quem plantou,

Com justiça e com amor.

 

O cordel não toma lado,

Mas escreve o que ficou,

Na memória do povo simples,

Que a vida tanto ensinou,

E que nunca se calou.

 

Que o Brasil seja lição,

De coragem e coerência,

Pois a verdade, no sertão,

Vem da alma e da consciência,

E não da aparência.

 

"O ser pensante mais inteligente

que nunca existiu em

nossa era... Eu, desconheço.

Mais conheço

muitos que dizem ter

conhecido este ser"

Desconhecido

Lula o filho do Brasil

A Saga do Capitão

A Sales
Enviado por A Sales em 03/11/2025
Alterado em 06/11/2025
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  Um livro poético escrito em sonetos que te leva desde a amizade, passando pela paixão até o amor. Uma viagem nestes sentimentos com uma escrita leve, senssivel e compreenssivel.

Versos Soltos é uma coletânea que criei para explorar a liberdade tanto na forma quanto no conteúdo dos poemas. Aqui, cada verso é uma experiência singular, fluindo de maneira natural e espontânea. Busquei proporcionar ao leitor uma imersão em emoções e pensamentos que emergem sem restrições, permitindo que cada poema seja uma jornada independente, com sua própria essência e significado.

  

Há palavras que nunca foram ditas,
e, mesmo assim, soam dentro de nós.
Este livro é um mergulho no espaço entre as vozes,
nas pausas, nos gestos interrompidos,
e nas emoções que o silêncio guarda.