"E... Eles chegaram com suas
sabedorias tiradas
de teias de aranhas
que se desfaz ao toque
ou ao pingo da água..."
Corvo do Silêncio

Escuta aqui, companheiro,
Com respeito e atenção,
Eu também tenho meu lado,
E falo com coração,
Sem querer confusão.
Tu defende o teu Lula,
E eu defendo o capitão,
Cada um com sua crença,
Com sua explicação,
E o voto na mão.
Lá no tempo de quartel,
Ele foi homem de fé,
Botou ordem na caserna,
E mostrou como é que é,
Quem tem pulso e quer o pé.
Disseram que ele era duro,
Mas soldado não é flor,
É feito pra obedecer,
Pra lutar com seu valor,
E não pra falar de amor.
Depois entrou na política,
Pra brigar contra o ladrão,
Foi vereador, deputado,
Defendendo a nação,
E gritando “meu irmão!”.
Falava o que o povo sente,
Sem medo e sem disfarce,
Não era doutor nem fino,
Mas tinha sua classe,
Mesmo com o linguajar áspero.
Dizia o que pensava,
E por isso eu confiava,
Pois o homem que fala reto,
Mesmo ele se atrapalhava,
É melhor do que quem enganava.
Lula fala bonito, eu sei,
Mas fala demais também,
Promete o céu e o mundo,
E depois some, meu bem,
Com discurso que não tem.
Meu capitão, pelo menos,
Mostrou pulso de verdade,
Botou ordem nos portos,
Fechou porta da maldade,
E disse: “chega de sacanagem.”
O Brasil tava quebrado,
Cheio de corrupção,
Quando ele chegou ao trono,
Falando de patrão,
E da tal renovação.
A pandemia chegou,
E foi Deus que quis assim,
Ninguém tava preparado,
Nem tu, nem mim,
Nem o povo até o fim.
E ele, coitado, lutava,
Com remédio e esperança,
A mídia zombando dele,
Com deboche e lambança,
Sem dar nem confiança.
“E daí?”, ele falou,
Mas falava da dor dele,
De ver o povo sofrendo,
E sendo refém da tv,
De mentira isso tu não ver.
Mas o povo distorce tudo,
Pra botar culpa no homem,
Como se fosse ele o vírus,
Ou dono da má sorte,
Do juízo ou da morte.
E quando o mundo fechou,
Ele abriu pra trabalhar,
Pois sabia que o pobre,
Sem emprego e sem lugar,
Não tem como esperar.
Fez Auxílio Brasil,
E botou comida na mesa,
Enquanto os outros roubavam,
Com toda a destreza,
E fingiam pureza.
Dizem que ele é grosseiro,
Mas é homem do povo, sim,
Fala sem curva e sem medo,
Mesmo sendo assim,
Com um jeito meio ruim.
E tu fala dos índios,
Mas nunca pisou lá,
Ele mandou ajuda sim,
Só que a mídia quis contar,
Do jeito que quer manchar.
Lembras da Amazônia?
Disseram que tava em chamas,
Mas era intriga política,
Pra jogar as tramas,
Nas costas do que reclama.
E no mundo ele foi firme,
Não baixou a cabeça, não,
Não vendeu o Brasil,
Pra nenhum patrão,
Nem pra gringo ladrão.
Teu Lula fala de amor,
Mas se junta com ladrão,
Com quem desviou fortuna,
E feriu a nação,
Na mais pura contradição.
Bolsonaro não fugiu,
Foi descansar, compadre,
E todo homem merece,
Um tempo de viagem,
Depois da tempestade.
Dizem que foi pra não passar,
A faixa de transição,
Mas quem ia entregar,
Pra um condenado, irmão,
Que voltou da prisão?
E essa história das joias,
Tem mais buraco que queijo,
Foi presente de árabe rico,
E o povo fez gracejo,
Sem saber o que vejo.
Já os outros roubaram bilhões,
E o povo achou normal,
Mas se for meia aliança,
Aí é crime federal,
E escândalo nacional.
Falam de cartão secreto,
Mas todo governo tem,
Só que quando é o dele,
Aí já dizem: “amém”,
E não reclamam também.
E o povo da motociata,
Não era pago, não,
Era povo de verdade,
Mostrando gratidão,
E amor à nação.
Nunca vi um presidente,
Cercado por tanta gente,
De graça, sem bandeira,
E com voz contente,
Clamando diferente.
Dizem que ele é rude,
Mas rude é quem rouba o pão,
E diz que é do povo,
Pra ganhar eleição,
E depois finge compaixão.
Meu capitão é do campo,
Da roça, do caminhão,
Da enxada e do asfalto,
Do suor e do grão,
Não de sala e reunião.
Tu fala que Lula voltou,
Pra corrigir o passado,
Mas quem volta assim, compadre,
É porque foi ajudado,
Por juiz interessado.
E se o outro foi solto,
Não quer dizer inocente,
Pois até ladrão sabido,
Sai sorrindo da gente,
Com papo convincente.
Mas o povo tá atento,
E sabe quem é quem,
Quem chorou pela pátria,
E quem pelo próprio bem,
Fez do erro um trem.
A economia cresceu,
Mesmo com guerra e dor,
Ele fez o diesel baixar,
E mostrou com fervor,
Que trabalha com ardor.
E se falou bobagem,
Foi de raiva e paixão,
Pois quem vive entre cobra,
E traição,
Fala com o coração.
Tu fala de golpe e trama,
Mas ele nem se escondeu,
Foi o povo que foi pra rua,
E ninguém o protegeu,
Mas também não se rendeu.
Hoje chamam de vilão,
Mas vilão é invenção,
De quem teme a verdade,
E não aceita a razão,
Do voto da multidão.
Cada um tem seu lado,
E o meu eu vou sustentar,
Pois quem me fez acreditar,
Foi o homem a lutar,
Sem se deixar calar.
O tempo há de mostrar,
Quem mentiu de verdade,
Quem trocou discurso,
Por falsidade,
E perdeu a humanidade.
E assim termino, compadre,
Com respeito e emoção,
Pois no fim é o povo,
Quem faz revolução,
Com voto e coração.

"O ser pensante mais inteligente
que nunca existiu em
nossa era... Eu, desconheço.
Mais conheço
muitos que dizem ter
conhecido este ser"
Desconhecido