A Sales
"Os Mundos gritam, eu escrevo, e no som das palavras, minha alma se encontra"
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Textos

 

 

  Deste 27 de agosto de 2014 tenho colocado neste espaço de muitos mestres e novos talentos que chega a cada dia, minhas dores, alegrias, sentimentos e o que a poesia permiti ao poeta escrever.

 

  Sou eu um poeta? Antes devo dizer que um poeta é:

 

  O poeta é um ser que habita o intervalo entre o silêncio e a palavra. Vê o invisível, ouve o inaudível e transforma em verso o que o mundo apenas sente. É alquimista das emoções, tece o instante com fios de eternidade. Carrega dentro de si o caos e o cosmos, o pranto e o riso, e faz do coração o seu tinteiro. Vive exilado do tempo, pois escreve para o sempre. O poeta é aquele que sangra em metáforas, respira em rimas e sonha acordado. Sua missão, revelar a beleza escondida no que o olhar comum não alcança. Digam me. Somos então poetas?

 

  Sou eu um escritor? Antes devo dizer que um escritor é:

 

  O escritor é um arquiteto de mundos invisíveis. Constrói realidades com palavras, molda vidas com frases e dá existência ao que antes era apenas pensamento. É um viajante do tempo e da alma, capaz de habitar personagens e sentimentos alheios como se fossem seus. Vive entre o real e o imaginado, buscando na escrita uma forma de compreender a si mesmo e ao universo. Cada palavra é um risco de eternidade, cada história, um espelho. O escritor escreve porque não pode calar, e porque, no fundo, sabe que escrever é uma forma de continuar vivendo depois do fim. Diga-me. Somos então escritores?

 

  Mesmo não tendo uma cadeira ente os mestres, não tendo o título em papel timbrado de poeta ou de escritor, habita em mim, melhor dizendo; nasceu comigo e com o tempo se desenvolveu a capacidade que tem o poeta de ver o invisível, ouvi o inaudível e transformar em verso o que o mundo apenas sente.

 

  Também me sinto como um viajante do tempo e da alma, capaz de habitar personagens e sentimentos alheios como se fossem meus. Igual fazem os escritores.

 

  Meus amigos, amigos poetas e poetisas, mesmo tendo, talvez não na mesma grandeza de Fiódor Dostoiévski, escritor russo que mergulhou nas profundezas da alma humana em obras como Crime e Castigo e Os Irmãos Karamázov. Onde suas narrativas exploram culpa, redenção, fé e o abismo da consciência. Meu conto O Quarto Escuro veio dai a inspiração. Gabriel García Márquez, colombiano, mestre do realismo mágico, autor de Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera.  Que criou universos onde o fantástico e o cotidiano se confundem, revelando a poesia escondida na realidade latino-americana. Me inspirou a escrever o Décimo Terceiro Planeta engavetado a muito tempo. Sidney Sheldon com protagonistas femininas fortes e marcantes como: Tracy Whitney, que é a heroína mais icônica criada por ele. De onde vem a inspiração para as personagens que crio. Como: Carla, em Cidade das Uvas, Celine, em A Calculista, Andressa, em O Coração Queimado de Lázaro, e ela, Élise Vigneron, em O Contágio.

 

  Me inspiro muito também no mestre Dan Brown que é capaz de unir mistério, história e simbologia em tramas eletrizantes. Foi de tanto ler seus livros que surgiu A Caixa de Paris com alguns capítulos já postado aqui no Recanto.

 

  E não poderia faltar ela, a autora de Jogando Xadrez com os Anjos e Dançando com as Borboletas, falo de Fabiane Ribeiro, uma escritora brasileira que transita com sensibilidade entre o real e o espiritual. Tem uma escrita profundamente emocional, marcada por personagens que enfrentam perdas, descobrem a fé e encontram luz em meio à dor. Ao ler seus dois livros, inspirou-me a escrever Dias de Guerra com a pequena protagonista Marie. Está na mesma gaveta do Décimo Terceiro Planeta.

 

  Aqui no recanto lia e leio muitos poetas e poetisas, não escrevia poesias, histórias e cartas era o que eu mais gostava, mais aqui, pude conhecer novos formatos de escritas, conhecer suas regras, e suas composições de criação. Teoria Literária, lia muito, absorvendo dicas, aprendendo como construir versos, lendo sobre os experimentais, Poetrix, Haical e Ecosys, e gastando folhas e folhas até que ficasse 99,9 % igual aos mestres, se consegui, eu não o sei, fato é que em todo esse tempo aqui no recanto... cada visita, cada comentário, cada escritor, poeta ou poetisa que chega pela primeira vez no meu espaço entre os mestres, me diz que está dando certo.

 

Se eu sou escritor ou poeta o tempo dirá.

Mas se ousasse uma resposta dar,

diria que escrevo porque a alma clama,

porque o silêncio precisa falar,

porque há mundos que só na palavra existem,

e memórias que só no verso podem estar.

Escrevo, enfim, não para ser chamado de algo,

mas porque viver sem escrever seria deixar de sonhar.

 

  Meu muito obrigado pelas 20.000 leituras, agradeço a você que ler e não comenta, você possibilitou esse número para mim tão significativo.

 

  Agradeço a você que que ler e comenta meus textos, que dedica seu tempo em cada texto meu que você ler e que comenta, a você meu carinho em forma de gratidão.

 

E termino dizendo a todos vocês e ao

 

 

Antonio Sales

Pseudônimo

A Sales
Enviado por A Sales em 17/10/2025
Alterado em 19/10/2025
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Comentários

  Um livro poético escrito em sonetos que te leva desde a amizade, passando pela paixão até o amor. Uma viagem nestes sentimentos com uma escrita leve, senssivel e compreenssivel.

Versos Soltos é uma coletânea que criei para explorar a liberdade tanto na forma quanto no conteúdo dos poemas. Aqui, cada verso é uma experiência singular, fluindo de maneira natural e espontânea. Busquei proporcionar ao leitor uma imersão em emoções e pensamentos que emergem sem restrições, permitindo que cada poema seja uma jornada independente, com sua própria essência e significado.

  

Há palavras que nunca foram ditas,
e, mesmo assim, soam dentro de nós.
Este livro é um mergulho no espaço entre as vozes,
nas pausas, nos gestos interrompidos,
e nas emoções que o silêncio guarda.