Falo com o espelho que não me devolve,
com a ausência que preenche o som.
Carrego versos como cruz em carne,
em cada um, um cansaço sem nome ou tom.
Sou feito de perguntas que não cabem,
de silêncios que doem mais que gritos.
O mundo corre, eu permaneço estático,
ouvindo o pulsar dos infinitos.
Se o amor é loucura, então queime comigo:
melhor arder inteiro do que viver omisso.
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