No Recanto encontrei morada,
palavras que abraçam como amigos,
vozes distintas, mas unidas na mesma chama,
poetas e poetisas que tecem o invisível.
Entre versos, descobri horizontes,
na partilha, encontrei força e ternura,
cada leitura foi um sopro de vida,
cada comentário, um gesto de eternidade.
Obrigado!
Gratidão a todos...
Há caminhos que a vida nos apresenta de forma inesperada. Caminhos que não estão escritos em quadros, mas em corações que ousam abrir-se uns para os outros. Foi assim que encontrei o Recanto das Letras, este espaço que vai além de um portal virtual e se faz um verdadeiro lar para todos aqueles que respiram poesia, prosa, contos e pensamentos. Um lar onde não existem muros de preconceito, mas portas abertas para a imaginação e a sensibilidade.
Ao longo dos capítulos de O Contágio, vivi uma experiência única, não apenas escrevi, mas pude partilhar cada palavra com companheiros e companheiras de jornada. A cada leitura que fizeram, a cada comentário deixado, percebi que a escrita, por mais solitária que possa parecer no início, se torna um diálogo eterno quando encontra leitores que se dispõem a sentir junto conosco. Essa é a maior recompensa de quem escreve, não o silêncio da gaveta, mas a ressonância de cada frase no coração do outro.
O Recanto me mostrou que não escrevemos apenas para nós mesmos. Escrevemos porque desejamos tocar, provocar, emocionar. Desejamos criar pontes invisíveis entre realidades distintas. E foi exatamente isso que encontrei em cada interação, cada poema ou conto lido por mim, a certeza de que não estava sozinho. Cada poeta, cada poetisa, trouxe não apenas seus textos, mas sua história, sua visão de mundo, sua marca única. E assim, formamos uma verdadeira família de pensadores, unidos por algo que vai além das palavras, unidos pela partilha da alma e do imaginário e também do cotidiano.
É impossível falar de gratidão sem mencionar a emoção que sinto a cada retorno. Quando alguém se detém sobre um verso meu, quando alguém sente a necessidade de comentar, de dialogar, percebo que minha escrita cumpriu sua função, foi viva, foi pulsante, foi significativa. Muitas vezes, o autor não tem a noção de quão longe suas palavras podem chegar. No Recanto, percebi que cada linha lançada ao vento é como uma semente lançada, cai em diferentes solos e floresce de formas variadas, inesperadas, belas. Gratificante.
A cada capítulo de O Contágio, a cada experiência partilhada, senti que não apenas como escrever, mas fazer lós sentir a narrativa. Pois a arte de escrever não se resume à técnica, mas à capacidade de nos humanizarmos. Escrever é desarmar-se, é mostrar-se vulnerável, é dizer ao outro: “aqui estou, com minhas dores, meus sonhos, minhas perguntas e minhas esperanças” lembro aqui o conto que li chamado Elvis Não Morreu. O Recanto me deu a oportunidade de ser lido com esse olhar acolhedor.
Não posso deixar de mencionar a alegria imensa de, em cada comentário, sentir a vibração da amizade. Muitos que não conheço pessoalmente já fazem parte do meu cotidiano literário. Sei que estão ai, acompanhando, aguardando os próximos capítulos, torcendo, emocionando-se, refletindo. Isso é de um valor incalculável. É o tipo de riqueza que não se compra nem se mede. É pura partilha de afeto e de arte escrita.
Também aprendi que cada um de nós tem um papel especial. Não existe escrita pequena.
Não existe poesia menor. Cada texto é um universo inteiro que se abre, um mundo que só existe porque alguém ousou escrever. No Recanto, somos todos arqueiros desses mundos, exploradores da imaginação, semeadores de sentimentos. Essa consciência faz com que eu olhe para cada poeta e poetisa com profundo respeito e admiração.
A primeira temporada de O Contágio terminou, mas ela não é um ponto final. É apenas uma pausa pra respira, um espaço para que novos projetos ganhem vida. No intervalo, compartilho com vocês outras histórias que pulsam em meu coração:
A Caixa de Paris, Cidade das Uvas, Rotina de Um Hospital, O Coração Queimado de Lázaro, Cheiro de Terra Molhada e as narrativas bíblicas Jornada de Abrão, A Fidelidade de Jó, A Redenção de Moisés em contos que tanto me desafiam e inspiram. Tudo isso porque encontrei um público que me fortalece, que me estimula a continuar, que me dá a coragem de acreditar que minhas palavras têm lugar no mundo. E na sequência, Esther.
Por isso, este capítulo de encerramento não é apenas sobre mim, nem sobre Élise e seu contágio. É sobre nós. Sobre todos que acreditam no poder da palavra, no encanto da escrita, no valor de partilhar o que se é. O Recanto das Letras é prova viva de que a literatura não morre, não se perde. Ela encontra se reinventa a cada dia, no coração de cada leitor que se abre ao texto, e no coração de cada autor que ousa escrever. Falo de você.
Agradeço profundamente a cada um que caminhou comigo até aqui. Que leu, que comentou, que se emocionou, que se deixou contagiar pela narrativa. Vocês são parte da minha história. Vocês são o combustível da minha escrita. Sem vocês, as páginas seriam apenas folhas em branco. Com vocês, tornam-se vida, tornam-se poesia, tornam-se além-mundo. Imaginário? Também.
Que venham as próximas temporadas, os próximos capítulos, os próximos versos. Mas que nunca se perca esse lume que nos une, que é a paixão pela palavra, pela leitura, pela arte de transformar sentimentos em escrita e está escrita te fazer sentir.
Escrever é dar alma ao vento,
é plantar raízes no tempo,
é ser eterno no pensamento,
mesmo no mais breve momento.
Nunca é o fim... Ou é?

