
Faltou-me o gesto simples de estender
A mão ao peito que por mim chamava,
E o medo de cair, quando amava,
Fez-me metade apenas do viver.
Os dias passam, lentos de esquecer,
Um tempo que jamais se renovava,
Promessa que na sombra se guardava,
Suspiro que não quis se desfazer.
Na ausência construir meu labirinto,
Paredes de silêncio e desencanto,
Caminho que começa e não tem fim.
E embora em mim fique o que não sinto,
O coração me trai com o teu pranto,
Pois fui metade, e o todo nunca vim.

Todos somos poetas quando escrevemos com dedicação,
alma aberta e a simplicidade de quem transforma sentimento em palavras.
Minha recomendação literária para hoje é:
O Cordel SEM O LIMITE DO TEMPO da poetisa Erivas a Guardiã
A Poesia Quadra NOSSA CASINHA da poetisa Uma Mulher Um Poema