
A roupa seca no varal,
o céu muda de cor devagar,
o dia começa a se despedir,
e eu paro um instante,
só para olhar.
O barulho da rua diminui,
alguém fecha uma janela,
o vento passa leve,
para não incomodar,
nem precisar ficar.
Faço café sem pensar muito,
sento onde sempre sento,
o corpo relaxa sem aviso,
e o cansaço encontra lugar,
em mim.
Nada extraordinário acontece,
mas tudo segue vivo,
o dia cumpriu seu papel,
e eu também,
à minha maneira.
