
Na calma da aurora, o mundo espera,
O silêncio é puro, um véu de paz,
O céu se tinge em cores que revelam
A calma sagrada que o alvorecer traz.
Nenhum som perturba a serenidade,
Somente a luz que aos poucos se faz ver,
Em cada raio, um toque de verdade,
Que inspira sonhos e nos faz renascer.
O dia nasce, suave e imperturbável,
E a luz serena vem a nos guiar,
No silêncio, a beleza é inabalável.
A aurora em silêncio nos faz pensar
Que a paz verdadeira é inatingível
Na quietude de um novo amanhecer.

Escrever um soneto é aceitar o rigor como forma de liberdade. É entrar num espaço onde a métrica impõe silêncio ao excesso e exige do escritor poeta usar o sentimento para escolher as palavras certas para existir. Cada verso traz o peso da contenção e, ao mesmo tempo, a leveza da música que nasce da ordem do conjunto formado. O soneto requer além da dedicação ao tema, escuta, do ritmo interno, da respiração do poema, da emoção que não pode transbordar, apenas insinuar. Nele, o poeta lapida o instante, transforma paixão em arquitetura e faz do limite um gesto de beleza. Escrever sonetos é dialogar com o tempo, respeitando-o e reinventando-o.
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Todos somos poetas quando escrevemos com dedicação,
alma aberta e a simplicidade de quem transforma sentimento em palavras.
Minha recomendação literária para hoje é:
Poetisa Lia Fátima com a poesia FRIOOOOO