
O vento leva meus versos para longe,
Espalha em pólen tudo o que sonhei,
Talvez ressoe além de algum horizonte,
Ou morra manso onde jamais pensei.
Leva também pedaços do que sou,
Restos de riso, sons de tristeza,
E o que no peito a vida não guardou,
Ele dispersa em nuvens de leveza.
Mas se um sopro tocar quem for passar,
E alguém sentir vontade de chorar,
Que saiba. Fui eu, no ar, pedindo abrigo.
Pois quando o vento some, ainda persiste,
O som do verso em quem o ouve e existe,
E nele sigo, mesmo sendo sofrido.

Mesmo não estando comentando os amigos e poetas aqui do Recanto, deixo abaixo indicações de leituras que eu leio e que vocês iram gostar.
O poeta ChicoDeGois com o experimental redonde (estilo criado por ele mesmo) O LIVRO
A poetisa Juli Lima com a letra de música AMOR A DOR
O poeta Felipe Felix Falcão com o conto ENTRE A VIDA E A MORTE (Série de contos Capitulo 22-23) o qual volteia ler novamente.
Um de meus textos