A Sales
"Os Mundos gritam, eu escrevo, e no som das palavras, minha alma se encontra"
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Livro de Visitas Contato
Textos

Quando as palavras fogem

Quando as palavras fogem do peito e a alma pede silêncio

Há momentos na vida em que as palavras, mesmo as mais bonitas, mesmo as mais profundas, simplesmente não conseguem suprir aquilo que o coração precisa expressar. São aqueles instantes em que a gente sente um nó na garganta, um aperto no peito, e percebe que o silêncio fala mais do que qualquer verso. É quando as palavras não bastam. E é exatamente essa a dor que me acompanha agora.

 

Por isso, peço a vocês, que sempre estiveram ao meu lado, acompanhando com tanto carinho cada um dos meus escritos aqui no Recanto das Letras, que aceitem as minhas mais sinceras desculpas. Sim, preciso me desculpar. Devo isso a vocês. Não retribuí, como sempre mereciam, a vossa gentileza nos comentários. Não por falta de reciprocidade, mas por falta de ânimo. É que vivo tempos em que escrever se tornou tão difícil quanto tentar juntar dois mais dois e esquecer a resposta. Não é problema de saúde, não é nada pessoal. Graças a Deus, está tudo bem comigo. Apenas... as palavras estão pesadas demais para saírem.

 

Se existe um momento na vida de quem escreve em que ele não sabe o que escrever, ou em que o pensamento vagueia sem encontrar a força da inspiração, saibam que este momento chegou para mim. E tudo o que consigo agora são dois versos soltos, perdidos, que mal fazem sentido. Como folhas secas levadas pelo vento para o outro lado de onde está a chuva.

 

Escrever narrativas romancistas ou poéticas, vocês sabem, é muito mais do que simplesmente escrever ou copiar algo. É colocar a alma nua sobre o papel. Eu sou do tempo dos cordéis, e a poetisa Erivas sabe bem do que estou falando, daqueles vendidos em cordas estendidas sob o sol, dos trovadores que recitavam no improviso, ao vivo, com a voz trêmula de emoção. Sou do tempo em que se lia... "Amor é fogo que arde sem se ver" e, ao ler, a gente sentia a chama dentro do peito como se o próprio autor também a sentisse. Era mágico. Era vivo.

 

Lembro com saudade dos livros de Bocage, e do próprio Camões, e daquele homem que calculava nas páginas de Malba Thahan. E assim, lendo esses ícones e tantos outros, como Sidney Sheldon, Dan Brown, Clarice Lispector, Max Lucado, Augusto Cury, e a nossa querida escritora brasileira Fabiane Ribeiro, foi que aprendi e entendi a verdade mais profunda sobre escrever. Escrever é mais do que apenas riscar o papel com tinta. Precisa vir primeiro do querer, do gostar, do precisar. Escreve-se com corpo, alma e espírito. Não dá para ter um sem os outros. É como tentar abraçar com um braço só.

 

Gostar de escrever, o tema da escrita e a inspiração precisam ser uma coisa só no coração do escritor ou do poeta. Isso faz com que cada palavra seja pensada, preparada, refinada com carinho para ser entregue ao leitor como um presente, algo escrito por prazer, não por um comando de obrigação.

 

Aprendi também que a leitura de verdade deve te envolver por inteiro. Deve te fazer entrar na história, (aqui lembro da poetisa que se torna parte da narrativa, ou seja, quando ela ler, ela se torna a personagem, e quando ela escreve é vivencia pura.) te fazer parte dela, te deixar se perguntando, que leitura, será que tem a próxima?

 

Quando isso acontece, meu amigo, você deixa de ser apenas leitor. Você se torna o personagem. Você vive cada dor, cada alegria, cada silêncio que o personagem vive. Você sente o que ele sente, presencia o que ele presencia. E isso não acontece por acaso. Não são minutos de inspiração repentina. São horas, dias, meses, às vezes anos de dedicação do autor para dar vida e sentimento à sua obra. É por isso que você sentiu e viveu aquela história. Porque nela há sentimento. Porque houve alguém que pensou em você desde as primeiras linhas.

 

Mais uma vez, agradeço a todos do fundo do meu peito. E digo, com o coração aberto, estarei respondendo a cada um de vocês com o mesmo carinho e a mesma dedicação que todos vocês têm deixado aqui nos meus escritos. Vocês merecem o meu melhor, mesmo nos dias em que o melhor parece pequeno. Como agora.

 

Deixo a vocês um pedaço de como me sinto agora, perdido entre o querer escrever e o não saber como.

 

Onde Está a Inspiração

 

Todos somos poetas quando escrevemos com dedicação,

alma aberta e a simplicidade de quem transforma sentimento em palavras.

Minha recomendação literária para hoje é:

 

Erivas a Guardiã como fabuloso Cordel Zé Limeira não é lenda

Mardielli com sua linda Poesia Desilusão Rastros e Pegadas

Juli Lima com :mais uma canção magnifica CONTRASTE(S) 

Lucas Louis Neville Gouthier como magnifico Soneto O ALENTO  DA  ALMA

 

Um de meus textos: O Silêncio da Alma 

 

Nunca é o fim...

 

A Sales
Enviado por A Sales em 01/05/2026
Alterado em 08/05/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Comentários

  Um livro poético escrito em sonetos que te leva desde a amizade, passando pela paixão até o amor. Uma viagem nestes sentimentos com uma escrita leve, senssivel e compreenssivel.

Versos Soltos é uma coletânea que criei para explorar a liberdade tanto na forma quanto no conteúdo dos poemas. Aqui, cada verso é uma experiência singular, fluindo de maneira natural e espontânea. Busquei proporcionar ao leitor uma imersão em emoções e pensamentos que emergem sem restrições, permitindo que cada poema seja uma jornada independente, com sua própria essência e significado.

  

Há palavras que nunca foram ditas,
e, mesmo assim, soam dentro de nós.
Este livro é um mergulho no espaço entre as vozes,
nas pausas, nos gestos interrompidos,
e nas emoções que o silêncio guarda.