
Escrevo e me refaço em cada verso,
Como a cura do corpo com a poesia,
Transformo em luz o que era frio e adverso,
E faço da tristeza uma harmonia.
O pranto vira flor sobre o caderno,
A dor se torna abrigo e esperança,
E o que em mim era abismo e era inverno,
Agora é primavera e confiança.
No verbo, o coração se reconstrói,
O que era perda, o tempo já constrói,
Em forma de beleza e entendimento.
Escrevo, e o mundo em mim renasce inteiro,
Sou barro, sou palavra, sou luzeiro,
Que acende em cada linha o pensamento.
