
Caminho sem ter chão, perdido e incerto,
À frente o nada, atrás o mesmo abismo,
Sou prisioneiro do meu próprio cisma,
Um passo à frente e caio no deserto.
No peito guardo o som do deserto,
Na mente a dor de um falso otimismo,
E a cada escolha nasce o paroxismo
De nunca estar completo, nem por perto.
Entre dois precipícios sigo mudo,
Não sei qual dor me chama à queda lenta,
Qual sombra me seduz a me perder.
E nesse eterno limbo, perco tudo,
Metade minha grita e se atormenta,
A outra já cansou de me querer.

Não existe uma forma certa de ser bela, existe ser mulher.

Minha recomendação de leitura para
hoje é;
O poeta ChicoDeGois com o Experimental
criado por ele mesmo Redonde NÃO CONFUNDA...