
Comemoro o tempo que não correu de mim,
aquele que sentou ao meu lado em silêncio,
o que não cobrou pressa nem resultado,
o que me ensinou a esperar sem medo,
e a existir sem pedi explicação.
Celebro os dias comuns que me transformaram,
as tardes sem nome nem urgência,
os relógios esquecidos na parede,
e o hábito lento de continuar,
mesmo quando nada parecia acontecer.
Brindo as horas que doeram em silêncio,
as que passaram sem pedir licença,
as que levaram pessoas e versões minhas,
mas deixaram lições no lugar,
como marcas suaves na pele.
Comemoro o tempo que não voltou,
não por saudade, mas por respeito,
pois foi ele quem abriu caminhos,
fechou ciclos necessários,
e me ensinou a despedida.
Hoje agradeço ao tempo que fica,
que mora no agora e respira comigo,
que não promete eternidade,
mas me oferece presença,
e isso, par mim já é o bastante.

Todos somos poetas quando escrevemos com dedicação, alma aberta e a simplicidade de quem transforma sentimento em palavras.
Minha recomendação literária para hoje é:
Candio Domingues com o Provérbio O AMOR
arnor milton com o Dueto O QUE É SABER VIVER
Um de meus textos SABEDORIA