Escrevo o que vivi, não o que li.
O verso é carne, é riso, é cicatriz.
Se a dor me ensinou, hoje sou feliz
por transformar em flor o que sofri.
Não sou autor que escreve por aqui
sem ter provado o sal de ser raiz.
Minhas palavras têm gosto e matriz
do que vivia, do que ainda senti.
Não busco métrica com emoção.
Prefiro a falha cheia de verdade
do que o polido sem coração.
Quem sente mais, escreve com vontade.
E se me leres com compaixão,
verás em mim tua própria humanidade.
