
Fechada por palavras não ditas,
a sala oculta remotas feridas.
Seu ar pesa com lembranças,
de pactos, perdas e esperanças.
Lá dentro, o tempo se curva,
o silêncio canta e turva.
Um altar feito de cinzas,
guarda juras ainda vivas.
A coruja esculpida vigia,
seu olhar cega quem desafia.
A poeira dança em espiral,
marcando o rito ancestral.
Quem entra ouve falatórios,
vozes vindas de muros escuros.
Cada canto contém uma história,
oculta em dor e memória.
E no centro, entre os véus,
surge ela, erguida dos céus.
O sopro envolve seu peito,
e ali repousa o efeito perfeito.
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O peito que mostra uma tatuagem não convida,
ele carrega história, coragem, identidade.
Quem vê carne e não vê alma,
é cego pelas sombras do próprio juízo.
