Essa Tal de Poesia

MOTE
É preciso silenciar…
em momentos do cotidiano.
Poesia vem para encantar,
enquanto eu toco piano.
Quando a inspiração surgir,
Deixar que ela chegue.
O mundo todo passa a sorrir,
que ninguém o verso negue.
Com o tempo que segue,
espalha a paz e a alegria,
… e se aconchegue,
onde se encontra a magia.
Quando o coração acalma,
tudo entra em harmonia:
Por dentro da alma,
– essa tal de poesia…

Cor Cinza: Mardielle
Cor Preto: Poeta Lucas Louis Neville Gouthier
Cor Azul: Corvo do Silêncio

GLOSA
Guardo a paz que mal se vê,
É preciso silenciar…
pra alma poder florescer,
em momentos do cotidiano.
Poesia vem para encantar,
enquanto eu toco piano.
e o coração se reconhece,
no som da flauta que amanhece.
Quando a inspiração surgir,
vem o sopro que enternece,
feito brisa que acontece.
Deixar que ela chegue.
com a luz que sempre segue.
O mundo todo passa a sorrir,
que ninguém o verso negue.
pois a alma nunca esquece,
o que a poesia tece.
Com o tempo que segue,
espalha a paz e a alegria,
feito um brilho que irradia,
e transforma o dia a dia.
no silêncio que sossega,
… e se aconchegue,
como o abraço que se entrega,
onde se encontra a magia.
e a vida inteira se alinha.
Quando o coração acalma,
tudo entra em harmonia:
e a dor vira poesia,
num toque de sintonia.
Por dentro da alma,
é o amor que sempre fala,
– essa tal de poesia…
que a vida inteira embala.

A poesia nos lembra que,
no ritmo apressado da vida cotidiana e dos afazeres pessoais,
ainda existe um espaço calado onde a alma pode respirar.
Entre a inspiração que surge leve,
o encanto que floresce, e o sortilégio que se aconchega,
cada verso abre uma fresta de harmonia.
Quando três vozes dialogam, a do cotidiano,
a da arte e a da sensibilidade,
nasce um convite para encontrar sua própria existência.
No silêncio, no piano, ao som da flauta,
no gesto simples,
descobrimos que a poesia não apenas descreve o mundo, ela o cura.
E, ao acalmar o coração,
desperta em nós a beleza de existir.
Corvo do Silêncio