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No véu da tarde, o peito dela canta
Um verso tímido, porém profundo.
No olhar sereno, a entrega é tanta,
Que basta um gesto para abrir seu mundo.
Ela não ama em voz que tudo diz,
Mas no silêncio onde o amor permanece.
Não é urgente, é doce, é tão sutil
Que até a ausência dela adormece.
O toque seu é como brisa e rima,
É poesia feita em carne e flor.
Não se escreve, não se declina,
Só se entende no tempo do amor.
Mulher que ama assim não é calada,
É verso vivo em poesia delicada.
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"Ser mulher não é seguir padrões, é ter liberdade para escolher quem se é, sem pedir permissão."
Shirley