A Sales
"Os Mundos gritam, eu escrevo, e no som das palavras, minha alma se encontra"
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Folha de Curitiba

 

Porquê eu não falo de política?

Por que eu não entendo a diferença entre direita e esquerda nem mesmo nos meus dois braços.

Eu sou Canhoto.

Porquê eu falo de futebol?

Por que pra mim não faz diferença desde que meu time ganhe e a torcida fica em paz na volta pra casa.

Dizem que Flamengo é o melhor do mundo.

Por que não falo de religião?

por que passei cinco anos estudando que terminou numa formação teológica.

Sei da minha e da sua e ainda fico calado.

Não importa a religião, para me importa o cristão. 

 

 

Especialistas em Nada:

Como Criar Polêmica sem Assistir ao Vídeo

 

   Há tempos aprendi que: quem fala o que quer ouve o que não quer. Ou o sábio é sábio em silêncio.

 

No calor do Global Citizen. Amazônia Viva, evento que marcou oficialmente o início da COP30 em Belém (PA), a primeira-dama Rosângela “Janja Lula da Silva” proferiu discurso que rapidamente se tornou foco de controvérsia, não por ser simbólico, mas por ter seus números contestados por muitos. E é justamente sobre isso que precisamos refletir.

 

  “Nem sempre a omissão revela bondade; muitas vezes, ela é a fonte da desinformação.”

 

  Durante sua fala, Janja afirmou que “a Amazônia é o coração do planeta” e descreveu seu pulso humano, “coração que pulsa no peito dos seus quase 50 milhões de habitantes, que compartilham 400 povos indígenas e falam mais de 300 idiomas”. (Folha de Curitiba [1])

 

  Críticos rapidamente apontaram divergências, especialmente quando comparam esses dados com os da Amazônia Legal, uma divisão administrativa brasileira. Segundo o IBGE, a Amazônia Legal teria cerca de 30,1 milhões de habitantes. (Bacci Noticias [2])

 

  Mas é aí que mora a contradição que muitos preferem ignorar: Janja não falava da Amazônia Legal, mas da bacia amazônica, ou Amazônia internacional, que compreende territórios de nove países da América do Sul. (Aos Fatos [3])

 

  Para sustentar seus dados, ela citou números que têm respaldo em estudos e organizações reconhecidas: segundo a checagem do “Aos Fatos”, instituições como o “Banco Mundial”, a “ONU”, a “OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica) e a WWF apontam estimativas próximas às mencionadas por Janja. (Aos Fatos [3])

 

  De fato, para essa escala mais abrangente (a bacia amazônica), é plausível haver quase 50 milhões de pessoas, mais de 300 idiomas também é uma estimativa apoiada pela OTCA para populações indígenas amazônicas. ([Aos Fatos][3])

 

  Se olharmos apenas para o Brasil, usando a Amazônia Legal como parâmetro, os números apontados por Janja se afastam das estatísticas nacionais, mas isso não significa que ela errou ou mentiu, significa que muitos que a criticam estão “omitindo o recorte correto” para tentar fragilizar seu discurso. Essa omissão, deliberada ou não, é exatamente o tipo de distorção que alimenta desinformação.

 

  Em vez de acusar de “dados falsos” sem examinar o contexto, deveríamos perguntar: por que certas críticas se baseiam em recortes errados? Qual motivação há em reduzir a fala de Janja a um “discurso poético” quando há, de fato, dados internacionais que corroboram sua afirmação?

 

  A COP30 é mais do que um show de retórica, é um momento decisivo para a voz dos povos da Amazônia, especialmente das comunidades indígenas, que já convocaram suas próprias contribuições climáticas a partir de suas realidades ancestrais.  Se negligenciarmos ou distorcermos esses dados, corremos o risco não só de desacreditar figuras públicas, mas de silenciar realidades que dependem justamente de serem escutadas.

 

  Se eu não consigo ser imparcial, vou pelo menos tentar entender o adjetivo para melhor ter uma percepção do gênero, isto é, decifrar os matizes entre “discurso político”, “retórica poética” e “verdade factual”, para que a discussão não seja guiada por narrativas simplistas, mas por uma compreensão mais profunda da complexidade amazônica.

 

  Por isso não falo de política...

 

  Fontes de embasamento para o artigo.

1) https://folhadecuritiba.com.br/janja-celebra-cop30-festival-global-citizen-belem/

2) https://baccinoticias.com.br/vexame-discurso-de-janja-na-cop30-tem-dados-incorretos-sobre-a-amazonia-veja-video/

Nota: Luiz Fernando Elui Bacci é brasileiro, nascido em Mogi das Cruzes (SP).

Há críticas de lideranças de esquerda contra Bacci, o que sugere que parte do seu conteúdo pode ser visto como alinhado com pautas mais conservadoras. Instagram+1

Segundo uma coluna da Terra, Bacci teria recebido visitas de “líderes da direita” quando seu projeto digital se fortaleceu, além de sua suposta aproximação com apostas (“bets”) como modelo de monetização. Terra. https://www.terra.com.br/diversao/tv/influenciadora-aponta-os-reais-motivos-da-saida-de-luiz-bacci-da-record%2C14e7ae82943b62c9dd75f9182e3a88beqr2u2ay7.html?utm_source=chatgpt.com

Só pra você entender o título da manchete

3) https://www.aosfatos.org/noticias/janja-nao-citou-numeros-falsos-sobre-a-amazonia-as-vesperas-da-cop30/

 

Quando eu deixar o lado político e entender a política e não o político.

Me tornarei um politico. 

A Sales
Enviado por A Sales em 15/11/2025
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  Um livro poético escrito em sonetos que te leva desde a amizade, passando pela paixão até o amor. Uma viagem nestes sentimentos com uma escrita leve, senssivel e compreenssivel.

Versos Soltos é uma coletânea que criei para explorar a liberdade tanto na forma quanto no conteúdo dos poemas. Aqui, cada verso é uma experiência singular, fluindo de maneira natural e espontânea. Busquei proporcionar ao leitor uma imersão em emoções e pensamentos que emergem sem restrições, permitindo que cada poema seja uma jornada independente, com sua própria essência e significado.

  

Há palavras que nunca foram ditas,
e, mesmo assim, soam dentro de nós.
Este livro é um mergulho no espaço entre as vozes,
nas pausas, nos gestos interrompidos,
e nas emoções que o silêncio guarda.