Da janela do Hotel Pousada XV, vejo a tarde abrigar com suavidade. A Rua XV de Novembro se estende abaixo, viva, cheia de fachadas históricas, vitrines com artesanato típico, gente indo e vindo. O ar está fresco, úmido, levando o odor das calçadas molhadas de orvalho da manhã e já misturado ao perfume das florezinhas nos canteiros das praças.
Depois do almoço no Restaurante Moinho do Vale, afastado o bastante para uma viagem breve pela cidade. Lá provei o marreco com purê de maçã e o chucrute caseiro, sabores ricos, e suaves, temperos (nem o alho estragou a comida de tão boa). Ainda tínhamos alguma espaço de tempo até a hora da ministração, então fomos conhecer o Parque Vila Germânica, primeira parada de muitos turistas.
Não demorou muito para retornarmos ao Pousada XV. No táxi, seguimos pela Rua XV de Novembro, as fachadas históricas deslizavam pelo vidro, placas de lojas antigas, os arcos de janelas ornamentadas, flores nas sacadas. À direita, as árvores altas desenhavam sombras dançantes, o céu começava a ganhar dourado enquanto as nuvens se inclinavam.
De volta ao quarto, larguei a bolsa, sentei-me à mesa com meu caderno aberto. Da janela contemplei Blumenau outra vez, o tiquetaquear distante de passos na calçada, era como se pudesse escutar o burburinho suave de vozes conversando nas praças, o reflexo dourado das janelas vizinhas. Respirei fundo, deixando que o clima, os aromas e a luz da tarde se imprimissem em mim, preparando o coração para a ministração.
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Crônica escrita pela primeira vez em 22 de outubro de 2018. Chegamos meia noite e fomos direto para o hotel e ao acordar escrevi no meu caderno a beleza e aconchego que tem esta cidade.
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