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Sou sempre quase,
um risco inacabado no papel,
um beijo suspenso na beira da boca,
um silêncio que engasga na garganta.
Dou a mão,
mas o braço permanece atrás do muro.
Dou o olhar,
mas escondo a alma na dobra do tempo.
E tu, que me tens,
nunca me tens inteiro.
Sou metade de mim,
e metade de ninguém.
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O CONTÁGIO
Sábado