A Sales
"Os Mundos gritam, eu escrevo, e no som das palavras, minha alma se encontra"
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Imagem do site: Nova Acrópole

de onde veio a inspiração para o poema

 

 

O Canto de Orfeu

 

 

Nasceu da lira e do vento,

filho da musa que inspira canção,

trazia nos dedos o dom do encantamento,

tocava e até as pedras choravam,

era a música feita coração.

 

Nos bosques verdes encontrou Eurídice,

ninfa de passos suaves como o orvalho,

ela sorriu ao som de sua lira,

e no instante se fez destino,

um amor eterno selado no silêncio.

 

Mas a morte é sombra que não se detém,

uma serpente roubou-lhe o fôlego e a vida,

Eurídice caiu, leve como a noite,

e Orfeu, em pranto, desceu ao abismo,

cantando aos deuses para reavê-la.

 

Nos infernos, Hades suspirou em segredo,

até Perséfone se deixou enternecer,

concederam-lhe a chance de tê-la de volta,

mas ao virar-se antes da luz do sol,

Orfeu perdeu-a outra vez no véu eterno.

 

Sem ela, vagueou entre sombras e liras,

cantava ao vento sua dor sem fim,

rejeitou o mundo, rejeitou o amor,

mas seu canto ecoava em cada estrela,

lembrando a todos o preço da perda.

 

Então vieram as Mênades, selvagens,

rasgaram-lhe o corpo em fúria e desprezo,

mas sua cabeça seguiu cantando,

sua lira flutuou sobre o Hebro,

e a música de Orfeu venceu a morte.

 

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BREVE

Em dez capítulos

 

 

A Sales
Enviado por A Sales em 06/09/2025
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  Um livro poético escrito em sonetos que te leva desde a amizade, passando pela paixão até o amor. Uma viagem nestes sentimentos com uma escrita leve, senssivel e compreenssivel.

Versos Soltos é uma coletânea que criei para explorar a liberdade tanto na forma quanto no conteúdo dos poemas. Aqui, cada verso é uma experiência singular, fluindo de maneira natural e espontânea. Busquei proporcionar ao leitor uma imersão em emoções e pensamentos que emergem sem restrições, permitindo que cada poema seja uma jornada independente, com sua própria essência e significado.

  

Há palavras que nunca foram ditas,
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Este livro é um mergulho no espaço entre as vozes,
nas pausas, nos gestos interrompidos,
e nas emoções que o silêncio guarda.