Corvo do Silêncio
"Onde o mundo grita, o Corvo do Silêncio escreve, e no som das palavras, a alma desperta."
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Textos

Esta é a poesia que escrevi para a senhora que me encontrou

na cabine de ônibus. Tentei

ao máximo colocar em suas palavras

para que ela entregasse

como sua para a filha.

 

De Mãe para Mãe

(Dedicado à minha filha, com amor, escrito por um poeta que a vida me fez encontrar)

 

Minha filha, entre gotas de chuva encontrei

Um homem de olhos fundos e alma calada.

Pedi um poema, e mesmo sem porquê,

Ele escreveu com a dor que levava na alma.

 

Naquela cabine, onde o mundo se esquece,

Ele me ouviu com o coração em ruína.

Mas por ti, minha filha, ele disse: você merece,

E transformou sua dor na mais doce rima.

 

Diziam seus olhos que a vida o cansara,

Mas em teus passos ele viu esperança.

Como quem planta onde o chão já não sara,

Ele semeou amor, verso e confiança.

 

Disse-me: Se há poesia, talvez ela volte agora

E assim nasceu este poema tão teu,

Feito na chuva, na pausa da hora,

Com palavras que o destino escolheu.

 

Receba, minha filha, mais do que poesia,

Receba a minha bênção, meu abrigo, minha mão,

E que em ti floresça, todo dia,

O amor que agora vive em teu coração.

 

Que tua maternidade seja luz que nunca se apaga,

E que tua filha (ou filho) veja nos teus olhos

O mesmo amor que eu sempre vi nos meus.

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O ônibus levou uns quinze minutos pra chegar. e ela me dizia como sua filha era importante para ela. Fruto de um casamento de quase 40 anos, sua única filha, seria mãe aos 24 anos.

Nunca mais encontrei esta senhora

 

Corvo do Silêncio
Enviado por Corvo do Silêncio em 30/08/2025
Alterado em 30/08/2025
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