Eu acordei e o dia não tinha sol,
Uma chuva serena caía,
Com gotas de paz…
Enquanto lá fora chovia
Eu pensava na vida,
Como um poeta que busca nas ondas
A voz das águas
Em palavras que revelam nossas emoções
eu sonhei
Vendo a chuva caindo mansinho da minha janela
Hoje eu sei
Que o sol não saiu pra não se molhar
Pois a chuva que banha a terra
Também molha o mar
E no horizonte o oceano
Revela o sol a surgir
Indicando que a vida refeita
Volta a sorrir
eu sonhei
Vendo a chuva caindo mansinho da minha janela
No sonho eu via
Os sonhos que a vida sonhou
Vi os planos que se desfizeram
Por falta de amor
Eu sonhei…
Eu sonheiiiiiiiii
Há tempos
Falei com os sábios que a vida levou
Ensinavam
O caminho das pedras aos homens de bem
Vi as crianças colhendo na chuva
As flores de paz
Indicando ao mundo
Que a guerra é algo que não se faz
eu sonhei
Vendo a chuva caindo mansinho da minha janela
Eu entendi
Que o amor é uma flor em extinção
Vivi pra ver as pessoas
Fazendo desse sentimento
Uma negociação
eu sonhei
Vendo as crianças colhendo na chuva
As flores de paz
Indicando ao mundo
Que a guerra é algo que não se faz
No sonho eu via
Os sonhos que a vida sonhou
Vi os planos que se desfizeram
Por falta de amor
Eu sonhei…
Eu sonheiiiiiiiii
Vendo a chuva caindo mansinho da minha janela
Eu sonhei…
Eu sonheiiiiiiiii
Vendo a chuva caindo mansinho da minha janela
Vendo a chuva caindo mansinho da minha janela

Enquanto houver quem sonhe, quem sinta, quem colha flores de paz, ainda há esperança.
Porque mesmo quando o mundo aprende a negociar o amor, sempre existirão corações que o oferecem sem preço. São eles que caminham sob a chuva sem medo de se molhar, transformando silêncio em reflexão e dor em recomeço. A esperança não nasce do sol que brilha, mas de quem insiste em cuidar da terra encharcada, acreditando que dela ainda brotarão novos dias.
Antonio Sales