Um erro no título
corregido

Ser homenageado é como ver o próprio coração refletido no gesto do outro.
É perceber que o que damos, palavras, afeto, presença, bondade, nunca cai no vazio, encontra sempre um caminho de volta.
A gratidão que nasce de uma homenagem é suave, mas profunda, reconhece o carinho recebido e, ao mesmo tempo, devolve em igual medida aquilo que foi ofertado.
Porque toda homenagem verdadeira é uma troca silenciosa, quem oferece amor recebe amor, quem dedica cuidado colhe ternura, quem semeia luz é inevitavelmente iluminado.
Gratidão é isso, um ciclo que retorna na mesma proporção do carinho dedicado, ampliado pelo simples fato de ter sido compartilhado.
Canções do Oceano é isso,
Gratidão

Canções do Oceano
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
—
Na beira do mar encontrei teus versos,
brincando de onda na areia do chão.
Falavam de sonhos, de fé e de riso,
de como a poesia acende o coração.
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
Ali compreendi que a palavra navega
quando duas vozes se unem na mesma canção.
—
Teu canto se espalha como tarde de domingo,
lembrança serena de rádio e jardim.
A gente partilha cadernos e estradas,
bordando esperança no céu sem fim.
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
Em cada metáfora um velho sorriso,
em cada rima um novo começo em mim.
—
Canções do oceano, ondas de amizade,
trazem a inocência de um tempo de paz.
Versos de caderno, viola na praça,
um mundo mais simples que a vida refaz.
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
E quando o vento murmura teu nome,
lembro, Juli Lima, do bem que você sempre faz.
—
Poetas se encontram em mares distantes,
mas o mesmo vento resolve juntar.
Teu timbre conversa com minha saudade,
meu verso responde ao teu cantar.
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
A arte que salva, consola e aproxima,
feito um farol no silêncio do imenso mar.
—
Se a noite escurece a rota da gente,
a luz da palavra vem clarear.
Na folha, no palco, na tela pequena,
é sempre possível recomeçar.
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
Seguimos remando no mesmo horizonte,
cada um no seu barco, para o mesmo lugar.
—
Canções do oceano, ondas de amizade,
guardam nossas letras, presente e passado.
Que sigam soprando ternura e coragem,
num tempo de afeto mais compartilhado.
E quando o mar devolve memórias,
Levo também Juli Lima,
meu abraço em traços bordado.
—
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)
(shhhhhh… whoooosh… haaauuu…)

Apesar de ser a luz que inspirou meu entendimento
da poesia.
Quem possibilitou essa aproximação
em uma amizade literária foi você:
Erivas a Guardiã