Quando o vento se acalma
e o dia se despede em silêncio,
teu nome vem
como se o tempo respirasse ao lembrar.
Entre notas serenas
a flauta sopra lembranças,
trazendo o riso que o tempo guardou,
e o perfume, daquilo que não volta mais.
Há um instante
em que o som toca o coração,
e tudo o que foi amor
volta a ser presença,
mesmo que só, por um breve compasso.
O som caminha,
feito brisa sobre o mar,
e cada sopro me conduz a ti.
No eco distante da flauta,
a saudade, encontra abrigo.
Se o destino é silêncio,
a música, é a ponte que resta.
Ela fala por mim,
quando as palavras não alcançam.
E quando o último acorde se desfaz no ar,
fica apenas o sentimento,
pairando, leve,
como se teu toque ainda estivesse aqui.
Porque ao som da flauta
o amor não morre.
Ele apenas muda de forma,
e continua, tocando dentro de quem se lembra.
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