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Meu nome é Andreia, ninguém quis saber,
Mas fui abrigo quando ele quis se esconder.
Na penumbra da noite, ele encontrou calor,
E agora finge que nunca foi amor...
Te encontrei num lugar que o mundo condena,
Mas teu olhar era mais limpo que a cena.
Teu sorriso cansado me fez acreditar,
Que até no pecado pode haver um lar.
Você chegou como quem carrega o fim,
E eu, sem pedir, me entreguei pra você, enfim.
Mas amor de boate o povo não aceita,
E você foi embora, fechando a porta com a receita...
E eu fiquei com a tua promessa na mão...
Mas a cidade é cruel, e eu fraco demais pra a paixão.
Você preferiu a igreja, a pose, a família de bem...
Mas foi teu nome que meu coração mantém...
Andreia amou como ninguém jamais sonhou...
Mas o medo gritou mais alto que o amor.
Você se escondeu atrás da moralidade...
E eu perdi o único amor de verdade.
Chorei, mas nunca me humilhei...
Me casei, mas nunca te deixei.
E o que nos restou foi lembrança e dor,
De um amor tão errado... mas cheio de valor.
Hoje sou dona da minha jornada,
Mesmo julgada, tô de alma lavada.
Você me perdeu por covardia,
E eu ganhei coragem pra viver o meu dia.
Na minha casa, o silêncio me julga,
E toda noite tua ausência me cutuca.
Sou homem de respeito, diz o papel…
Mas quem me completa, era aquela mulher do bordel.
Andreia amou, mesmo sem ter perdão...
E paguei caro por não ouvir meu coração.
Fiquei sozinha, mas sem abaixar a cabeça...
E eu vivo preso na minha fortaleza.
Andreia, nome que ninguém vai apagar,
Mulher que só quis... o direito de amar.
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BREVE

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